quinta-feira, agosto 25, 2011

"Tem dias que a gente descobre, um pouco talvez, mais da gente". CF

        Muitas primaveras se passaram, e como de habitual a vida tomou novos cursos, seguimos caminhos diferentes, tornamo-nos mais maduros, aprendemos novas lições, criamos laços e quebramos tantos outros. Houve tempos de acertos e erros, emoções a flor da pele e o fundamental, ficamos tristes e também alegres, o mundo continuou a girar. No entanto independente disso, mesmo que agora não nos reconheçamos mais, eu ainda vou guarda um pouco de você aqui comigo, o jeito doce de cantar e encantar, e principalmente o  seu sorriso, aquele que é de quem sorrir com a alma. Enfim, hoje outro ano da sua vida se passa, mais um pouco da sua história foi escrita, e eu desejo, com profunda admiração, que você viva da forma mais intensa possível, que voe sem ter asas, que levante das cinzas quando tudo parecer perdido, que nunca desista, que idealize os sonhos mais improváveis, que tenha a delicadeza do sentir, afinal, a vida é um milagre de Deus. Então, aproveite-a do modo mais sincero, simplesmente como você é, e a cada tic-tac do relógio levante as mãos para o céu e toque o infinito.
       Parabéns, R.
      "Certas coisas, vento nenhum consegue nos arrancar: o melhor de tudo, a essência de tudo, o sentido de tudo... A GENTE MESMO." 

quarta-feira, maio 25, 2011

Cartilha do MEC

     
       Para os desinformados de plantão, o MEC (Ministério da Educação e Cultura) nas últimas semanas distribuiu em várias escolas mais de 2 milhões de cartilhas educativas desrespeitando a norma culta da língua portuguesa, trazendo com consigo após inúmeros debates e polêmicas a justificativa de que: "É importante saber o seguinte: as duas variantes (norma culta e popular) são eficientes como meios de comunicação. A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio. Nesse sentido, é comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros".
       Certo, eis a questão: Como escrever ou dialogar de forma incorreta é uma meio eficiente de comunicação? Pois até onde me foi possível aprender, a língua portuguesa mesmo em sua forma culta abre um grande leque para diferentes interpretações, imagine em sua variante popular. Mas certamente não se deve ignorar esta última, ou descriminar qualquer individuo que a utilize, mas incentivar nossos jovens estudantes a utilizá-la também não é uma boa opção, principalmente em um país como o nosso, onde a gramática é uma deficiência onipresente.
        E, por favor, desde quando falar corretamente virou apenas uma característica da alta burguesia, passando de padrão de qualidade na educação e inserção social a um show exibicionista de “eu estudei em escola particular e você não”.
        No entanto a ignorância não acaba por ai, segundo o MEC, o livro está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) - normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos, que afirma que: “A escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma ‘certa’ de falar, a que parece com a escrita; e o de que a escrita é o espelho da fala”
       Não o bastante temos mais um argumento fraco, onde é claro que apesar dos vários dialetos existe sim uma forma correta de falar, não é porque se abre certas exceções para o uso da informalidade que ela deve ser utilizada de maneira errônea. Como:
        “A gente vai sair” – adequado.
        “A gente vamos sair” – inadequado.
        Observe que até para falar errado é preciso obedecer algumas regras de concordância. E logicamente uma boa escrita tem reflexos na fala. Que jornalista, escritor, ou até mesmo um bom aluno em redação diz: “Nós pega o peixe”. Além disso, as músicas, os professores, os livros, os programas televisivos, tudo interfere direitamente como um individuo se expressa, e negar tal fator é estar de olhos fechados para a sua própria vida.
         Aliás, obrigado MEC pela justificativa simplória, finalmente foi possível compreender o porquê dos políticos serem tão desrespeitosos com o dinheiro público (através do roubo, do desvio, da extorsão, da sonegação de impostos), com certeza eles não têm nenhum tipo de preconceito quanto aos intermináveis bandidos, ou se preferir ladrões, espalhados pelas cadeias de todo o Brasil. Além disso, é melhor tirá-los de lá Presidente Dilma, pois desta maneira a Sra. esta criando um apartheid social e ideológico.
         Por fim, logo que o certo e o errado forem comumente difundidos de tal modo, brevemente não haverá mais sentido haver a escola, pelos menos não com os mesmos valores que esta supostamente compreende. E ainda se isto não ocorrer, aguardem por um novo acordo ortográfico, mas não se preocupem o Lula irá ajudar a reescrevê-lo dessa vez.
         Não esquecendo que, estudantes de todo o Brasil, se algum dia seus professores lhes corrigem por falar “Posso ir no banheiro?”, denunciem, vocês podem está sendo vitimas de preconceito – justificativa do MEC.

sexta-feira, abril 15, 2011

Só mais um protesto

Tenho,
fome de amor
sede de palavras doces ao final do dia
frio dos abraços que me foram roubados
ânsia por desistência do abandono
Enfim, tenho mais dor pela morte matada do que pela morte morrida.
Em memória de todas aquelas pessoas que foram arrancas bruscamente de suas vidas por monstros sociais.

Desabafo

          Tentei não ligar pra esses sentimentos que me assolam. Fingi que nada estava acontecendo. Gritei, berrei, chorei por dentro para mostrar que estava sendo forte. Mas eu nunca, jamais em 17 primaveras já vividas senti tanta dor. A cada passar dos dias é como se um pouco de mim fosse roubado. Me deparo com o espelho interior e não me reconheço. Eu tenho, muito medo, de me perder.

terça-feira, abril 05, 2011

No tittle

E se eu mudar de direção ou opção, talvez ninguém se importe.
Porque simplesmente mudar não dá mais.

segunda-feira, abril 04, 2011

Vidas de Papel

Escrevo no papel sobre a angústia
de uma vida sem abraço,
de um sapato sem cadarço;

Escrevo no papel sobre a linha e o traço
o tempo e o compasso
e de repente nada mais tem conexão;

Escrevo, expresso, sorrio, choro
o papel ganha vida, sentimentos
ganha uma memória;

E nesse novo papel escrevo uma história
com erros, acertos
e nada mais importa
Porque no meu papel eu posso rasurar
mudar, caminhos, personagens
e sem tirar os pés do chão posso voar.

sexta-feira, março 25, 2011

Egoísmo

         O que será lido a seguir, não é algo que espero que todos entendam, são apenas pensamentos, teses… o jeito que encontrei para compreender certos fatos ou simplesmente uma razão para continuar seguindo em frente. E algo extremamente pessoal e algo que também gostaria de compartilhar. Não posso afirma que o que será escrito é o certo ou o errado, só espero que a partir disso aja uma reflexão e questionamento seu, pois é assim que se dá o crescimento.
 
         [...]
 
         Para ser feliz no mundo em que vivemos hoje, é necessário ser egoísta...
         Deixe-me ser mais clara. No início do ano estava assistindo a posse oficial da nossa então presidente Dilma Roussef e agora á poucos dias atrás veio o presidente Barack Obama fazer uma visita amigável para firmar a relação de paz entre os EUA e o Brasil, e mais tarde para completar ouvi a música “Dear Mr. President” da Pink, e a letra em si, no meu ver, é um grande questionamento e reivindicação ao Presidente quanto o que ele sente ao presenciar tanta miséria. Mas se formos um pouco mais a fundo, será possível perceber que esse questionamento também cabe a nós.
         Como podemos sorrir quando tantas outras estão sofrendo?
         Como conseguimos ser felizes, mesmo que essa felicidade seja instantânea, com tanta dor ao nosso redor? Sim, por isso somos egoístas, pois no nosso caminho em busca da felicidade, deixamos nossos irmãos sozinhos, sem sequer olhar para traz e dizer: “Deus está contigo”.
         Estamos com os olhos abertos para o nosso próprio mundo, onde a nossa dor é maior do que a de qualquer outro, a injustiça só ocorre conosco, nossos sonhos são os que realmente merecem se tornar reais, onde não a lugar para mais um pobre sofredor. E ao final somos hipócritas de cobrar melhorias a somente uma pessoa, apenas porque nós a/o elegemos.
         Sei que você leitor e o resto do mundo estão cansados de ouvir que isso, no entanto a mudança começa a partir do seu passo, e este não precisa ser grande; ser gentil mesmo quando tudo parece desmoronar, já é muito bom modo de começar.
         Entretanto será que você, seu vizinho e eu realmente estamos dispostos a enfrentar essa tempestade?
        Porque ninguém nunca disse que seria fácil ou difícil, tudo é questão de querer, tentar, buscar, acreditar em Deus e em si mesmo.