É intensa a dor que sinto ao pensar em me desprender do passado que tanto amei, das pessoas que tanto lutei para conquistar. É difícil, existem horas que não sei como continuar, porque tudo foi tão belo enquanto durou que não seria capaz de abandoná-lo para viver o presente inconstante e o futuro incerto. Mas outra vez me encontro nesta situação, onde não existe sim ou não, apenas fazer e fazer, esquecer e esquecer. E quem sabe um dia quando não doer mais, lembrar de tudo que o tempo me obrigou a deixar passar.
sábado, março 31, 2012
sexta-feira, outubro 21, 2011
A vida? Bem eu ainda não aprendi o significado dessa palavra. Mas aprendi a viver cada momento dessa montanha russa, aprendi a correr, a riscar, a acertar, a errar, aprendi que a vida é feita pelo que você acredita ser verdade e em quem você confia, aprendi que posso contar sempre com você, que onde quer que eu esteja estando com você tá tudo bem, porque VOCÊ é o meu porto mais seguro, a estrada de volta pra casa, o travesseiro que sabe todos os meus segredos, e hoje por fim aprendi a mais importante das lições, que seja o que for essa tal vida, boa ou ruim, que dure para sempre ou acabe agora, levarei você sempre comigo, porque nós somos a nossa história.
sexta-feira, setembro 16, 2011
quinta-feira, agosto 25, 2011
"Tem dias que a gente descobre, um pouco talvez, mais da gente". CF
Muitas primaveras se passaram, e como de habitual a vida tomou novos cursos, seguimos caminhos diferentes, tornamo-nos mais maduros, aprendemos novas lições, criamos laços e quebramos tantos outros. Houve tempos de acertos e erros, emoções a flor da pele e o fundamental, ficamos tristes e também alegres, o mundo continuou a girar. No entanto independente disso, mesmo que agora não nos reconheçamos mais, eu ainda vou guarda um pouco de você aqui comigo, o jeito doce de cantar e encantar, e principalmente o seu sorriso, aquele que é de quem sorrir com a alma. Enfim, hoje outro ano da sua vida se passa, mais um pouco da sua história foi escrita, e eu desejo, com profunda admiração, que você viva da forma mais intensa possível, que voe sem ter asas, que levante das cinzas quando tudo parecer perdido, que nunca desista, que idealize os sonhos mais improváveis, que tenha a delicadeza do sentir, afinal, a vida é um milagre de Deus. Então, aproveite-a do modo mais sincero, simplesmente como você é, e a cada tic-tac do relógio levante as mãos para o céu e toque o infinito.
Parabéns, R.
Por: E no balanço das horas.
quarta-feira, maio 25, 2011
Cartilha do MEC
Para os desinformados de plantão, o MEC (Ministério da Educação e Cultura) nas últimas semanas distribuiu em várias escolas mais de 2 milhões de cartilhas educativas desrespeitando a norma culta da língua portuguesa, trazendo com consigo após inúmeros debates e polêmicas a justificativa de que: "É importante saber o seguinte: as duas variantes (norma culta e popular) são eficientes como meios de comunicação. A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio. Nesse sentido, é comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros".
Certo, eis a questão: Como escrever ou dialogar de forma incorreta é uma meio eficiente de comunicação? Pois até onde me foi possível aprender, a língua portuguesa mesmo em sua forma culta abre um grande leque para diferentes interpretações, imagine em sua variante popular. Mas certamente não se deve ignorar esta última, ou descriminar qualquer individuo que a utilize, mas incentivar nossos jovens estudantes a utilizá-la também não é uma boa opção, principalmente em um país como o nosso, onde a gramática é uma deficiência onipresente.
E, por favor, desde quando falar corretamente virou apenas uma característica da alta burguesia, passando de padrão de qualidade na educação e inserção social a um show exibicionista de “eu estudei em escola particular e você não”.
No entanto a ignorância não acaba por ai, segundo o MEC, o livro está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) - normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos, que afirma que: “A escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma ‘certa’ de falar, a que parece com a escrita; e o de que a escrita é o espelho da fala”
Não o bastante temos mais um argumento fraco, onde é claro que apesar dos vários dialetos existe sim uma forma correta de falar, não é porque se abre certas exceções para o uso da informalidade que ela deve ser utilizada de maneira errônea. Como:
“A gente vai sair” – adequado.
“A gente vamos sair” – inadequado.
Observe que até para falar errado é preciso obedecer algumas regras de concordância. E logicamente uma boa escrita tem reflexos na fala. Que jornalista, escritor, ou até mesmo um bom aluno em redação diz: “Nós pega o peixe”. Além disso, as músicas, os professores, os livros, os programas televisivos, tudo interfere direitamente como um individuo se expressa, e negar tal fator é estar de olhos fechados para a sua própria vida.
Aliás, obrigado MEC pela justificativa simplória, finalmente foi possível compreender o porquê dos políticos serem tão desrespeitosos com o dinheiro público (através do roubo, do desvio, da extorsão, da sonegação de impostos), com certeza eles não têm nenhum tipo de preconceito quanto aos intermináveis bandidos, ou se preferir ladrões, espalhados pelas cadeias de todo o Brasil. Além disso, é melhor tirá-los de lá Presidente Dilma, pois desta maneira a Sra. esta criando um apartheid social e ideológico.
Por fim, logo que o certo e o errado forem comumente difundidos de tal modo, brevemente não haverá mais sentido haver a escola, pelos menos não com os mesmos valores que esta supostamente compreende. E ainda se isto não ocorrer, aguardem por um novo acordo ortográfico, mas não se preocupem o Lula irá ajudar a reescrevê-lo dessa vez.
Não esquecendo que, estudantes de todo o Brasil, se algum dia seus professores lhes corrigem por falar “Posso ir no banheiro?”, denunciem, vocês podem está sendo vitimas de preconceito – justificativa do MEC.
sexta-feira, abril 15, 2011
Só mais um protesto
Tenho,
fome de amor
sede de palavras doces ao final do dia
frio dos abraços que me foram roubados
ânsia por desistência do abandono
Enfim, tenho mais dor pela morte matada do que pela morte morrida.
Em memória de todas aquelas pessoas que foram arrancas bruscamente de suas vidas por monstros sociais.
Desabafo
Tentei não ligar pra esses sentimentos que me assolam. Fingi que nada estava acontecendo. Gritei, berrei, chorei por dentro para mostrar que estava sendo forte. Mas eu nunca, jamais em 17 primaveras já vividas senti tanta dor. A cada passar dos dias é como se um pouco de mim fosse roubado. Me deparo com o espelho interior e não me reconheço. Eu tenho, muito medo, de me perder.
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