domingo, outubro 05, 2014

Menos drama, mais aceitação [acho]
Tem época que eu estou muito foda-se para o mundo, o que ele pensa, quer, ou melhor, exige, tem época que eu me sinto mais livre, mas tem outro tempo que me incomoda, me incomoda esses padrões de beleza, esses desafios, de sem filtro, sem maquiagem, sem se gordura, sem estria, sem vida.
Eu não aceito isso, apesar de as vezes me ver cair nessas armadilhas, bobas, ridículas, esdruxulas [adoro adjetivos, perdão].
Essa semana mesmo fui na academia, para bater o ponto de todo mês, e eu notei que de repente brotou gente da terra, só pode, nunca vi aquele lugar tão lotado, e as pessoas se esforçando como se fosse o último dia de suas vidas [fico abismada com essas coisas]. Mas como aprendi fazendo engenharia, para que o resultado de um teste seja considerado verdadeiro, você deve repeti-lo no mínimo 3 vezes, obtendo um saldo compatível com a devida margem de erro.  Fiz isso. Objetivo investigativo, e um tanto motivacional para correr pelo menos 30 minutos na esteira [me permita dizer: que aparelho dos infernos].
Ao analisar minha "pesquisa de campo" [estou me sentindo o Sherlock], lembrei que em breve chegará aquela tão esperada temporada de roupas curtas, biquínis, festa na piscina, danças loucas, e blabla. SIM! Começou o #projetoVerão, e tá todo mundo querendo se encaixar. Mas e ai?
Certo, certo. Acho legal geral indo pra academia [não, não acho, odeio academia e ainda mais lotada], saindo do sedentarismo, ficando em forma. Tá, e depois? Chega o inverno e tá todo mundo de volta ao seu "normal", e fica nesse efeito sanfona, que nem produz um forrozinho pra gente curtir [beleza, também não gosto de forró, porém o trocadilho valeu a pena]. E sabe o que é pior? São os motivos, motivos exibicionista. E nem me venha com essa ladainha de que "eu faço por mim", se a gente pudesse mesmo, anda de chileno, moletom e uma camisa qualquer. Todo mundo que ficar bem, seja para o marido ou namorado, ou aquele cara da faculdade ou do trabalho que ainda não reparou em você, mas você sabe que tem potencial para conquista-lo, basta dar aquela produzida maior e sumir com os 10kg a mais que ganhou no inverno.
Bom, até aí acho um ruim aceitável, tipo a Dilma [não vamos falar de política]. Acho que cada um tem direito de ser o seu próprio espetáculo, seja como for, mega produção ou curta-metragem. Porém não creio que vale a pena se matar por isso, digo no sentido literal e figurado.
É aqui que eu queria chegar.
Eu sou mulher também, e acima do peso, mas me aceito. Porque mulher, entenda isso, existem tantos tipos de beleza, e ser gorda não quer dizer ser feia, tem tanta menina gostosa por aí, com o menos tipo físico que eu, você ou aquela sua amiga, vai saber. É tudo questão de autoestima, de valorizar seu corpo, os pontos fortes, peito, bunda, coxa, sei lá, cada um tem seus atributos. Não é porque a mídia impõe uma coisa que você deve segui-la à risca, não é porque no comercial de cerveja os homens estão babando em minas cujo corpo é mais magrelo que meu dedo, que eles não vão babar em você também. Basta ter confiança, e se assumir [tipo ser gay]. Tirar do armário o short curto, a regata, o biquíni, ou a calça colada. Porque tudo que você precisa para vestir tais coisas é um corpo, e você já tem um. [POR FAVOR, usar o bom senso e a numeração adequada].
É importante, entender você, seu corpo, suas predileções.
Lógico, que tem dias que você vai se olhar no espelho e se sentir um lixo, somos mulheres, e é assim que funcionamos, aceite o fato, principalmente na TPM [tamo junto], ou quando for comprar uma calça e nada servir em você, pois é tem horas que parece que só existe modelação 36 [é um martírio], mas você vai achar uma calça legal que fique bem, tenha perseverança, e sim os dias de gloria virão. Nesses momentos, tem lembrar que tudo passa.
E, se depois disso, você ainda quiser fazer alguma dieta maluca, correr 10 mil quilômetros, fazer lipo. Faz, ué, não sou sua mãe. Vivemos em tese em um país democrático, você tem direito a fazer suas próprias escolhas sendo elas certas ou erradas. O que eu queria mesmo com esse pequeno [hahaha] texto, e dizer e tentar te convencer a antes de se mudar, é ACEITAR, só, sem mais, nem menos.

Beijo da Gorda, procê! :*

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